terça-feira, 14 de março de 2017

Romeu Correia (um percurso...)

1.º Percurso deste roteiro literário:
Avenida Heliodoro Salgado e Rua Capitão Leitão
(da Câmara Velha ao Museu da Música Filarmónica)

Praça Camões, Tribunal e Paços do Concelho — Almada, ed. desc., década de 1900.
Imagem: Delcampe

Ciclo de visitas organizadas pela APCALMADA-USALMA
a locais que evocam a vida e a obra de Romeu Correia através da sua "voz",
isto é, daquilo que deixou escrito.

Romeu Correia no miradouro Luís de Queirós ou Boca do Vento.
Imagem: Wikipédia

Data: 5.ª Feira, 23 de março de 2017

Concentração às 14H30 nos Paços do Concelho, no LARGO LUÍS DE CAMÕES,
no início da R. Capitão Leitão, junto à Incrível Almadense.

Em cada um dos locais que vão ser referidos vão evocar-se factos da vida do escritor Romeu Correia, acontecimentos e vultos almadenses dignos de serem lembrados. Será sempre Romeu Correia a "falar" connosco, através da leitura de pequenos excertos da sua escrita em prefácios, artigos da sua vastíssima colaboração jornalística, contos, romances e obras sobre a história local.

Sábado sem Sol, 1947, ilustração Fernando Camarinha.
Imagem: Tertúlia Bibliófila

Programa:

— No antigo LARGO DA CÂMARA evocaremos com as palavras de Romeu Correia alguns dos momentos inesquecíveis que aí se viveram [Trapo Azul (1948), Chico Grilo in Sábado sem Sol (1947)].

O carvoeiro, Leslie Howard, década de 1930.
Imagem: Museu da Cidade de Almada

— Na AVENIDA HELIODORO SALGADO, sempre acompanhados com as palavras do escritor:

Avenida Heliodoro Salgado — Almada, ed. desc.,
(ex avenida Gomes Netto no tempo da monarquia).
Imagem: Delcampe

Veremos o n.º 13, que foi o local da casa dos tios José Carlos de Melo e Julieta Correia, onde Romeu Correia viveu dos 21 aos 33 anos (de 1938 a 1950);

Sede da Incrível Almadense e habitação de José Carlos de Melo de 1938 a 1959.
Imagem: Alexandre Castanheira, Romeu Correia, Memória Viva de Almada...

faremos a evocação do namoro e casamento dos tios, conheceremos um resumo biográfico sobre José Carlos de Melo e destacaremos que foi neste local que iniciou a sua escrita teatral, jornalística, de contista e de romancista [Homens e Mulheres Vinculados às Terras de Almada (1978), Prefácio de Tonecas, a Tragédia que enlutou Almada, de Vítor Aparício, Sempre Menino in Sábado sem Sol (1947), Dois Mil Contos in Um Passo em Frente (1976), O Tritão (1982)];

Carta Postal (detalhe), ed. Câmara Municipal de Almada, c. 1940.
Imagem: Delcampe

Veremos o atual n.º4 , que foi o local da casa do dr. Alberto Araújo — evocação da amizade recíproca e resumo biográfico deste insigne almadense [Jornal de Almada (14 de dezembro de 1974), Trapo Azul (1948), Homens e Mulheres Vinculados às Terras de Almada (1978)].

Contamos com a presença e testemunho da filha do escritor, Julieta Correia Branco, que nasceu e viveu na casa dos tios.

— Na RUA CAPITÃO LEITÃO:

Almada. Rua Direita e Egreja de S Paulo Câmara Municipal, ed. Martins/Martins & Silva, 31, c. 1900.
Imagem: Fundação Portimagem

Visitaremos a Incrível Almadense, fundada em 1848, numa visita guiada pelos dirigentes Luís Milheiro e coronel Carlos Guilherme.

Banda da Incrível Almadense, c. 1894 - 1896.
Imagem: Restos de Colecção

Na sala do bar ou noutra sala, sentamo-nos e ouviremos Romeu Correia a "falar" dos bailes de outrora;

Sociedade Filarmónica Incrível Almadense, baile em 1959.
Imagem: Casario do Ginjal

das bandas filarmónicas; da saída de José Maria de Oliveira em 1894 (e que veio a fundar a Academia Almadense em 1895);

Banda da Academia de Instrução e Recreio Familiar Almadense, 1925
Imagem: Restos de Colecção

do corte entre as duas coletividades e das pazes em 1948;

da biblioteca onde na década de 40 conheceu e colaborou com Alexandre Castanheira e da colaboração que recebeu de António Henriques [Jornal de Almada (25 de março de 1972), Homens e Mulheres Vinculados às Terras de Almada (1978), Trapo Azul (1948)].

Romeu, o primeiro da direita, durante uma das visitas de Alves Redol a Almada, Arquivo da Academia Almadense.
Imagem: Luis Alves Milheiro, Romeu e a biblioteca da Academia Almadense

Contamos com a presença e testemunhos de Alexandre Castanheira, que celebra este ano o seu 90.º aniversário e do coronel Carlos Guilherme, filho de António Henriques.

À saída da Incrível indicaremos o Clube de Campismo de Almada e veremos um grande artigo que sobre ele escreveu Romeu Correia no Jornal de Almada.

Seguiremos para o Museu da Música Filarmónica.

Romeu vai "dizer-nos" que aí foi a casa onde nasceu o grande maestro Leonel Duarte Ferreira [Jornal de Almada (25 de março de 1972), Academia Almadense - Memória de 100 Anos (1995)].

Visitaremos, com o dr. João Valente, este museu, que guarda testemunhos das bandas da Incrível, da Academia (onde iremos no 2.º percurso) e de outras associações locais.

O Septimino de Saxofones da A.I.R.F.A.. Da esquerda 1.° plano: Maria Amélia. Ferreira, Luísa Avelar, Manuela. Avelar, Maria Pratas, Maria Ondina Pinto, Antónia Rodrigues e Aida Alves. Em 2.° plano: Hilário dos Santos Ferreira, Maestro Leonel Duarte Ferreira. e Américo Gonçalves Ferreira.
Imagem: Museu da Cidade de Almada

No final assistiremos a um pequeno filme interativo, que refere o maestro Leonel Duarte Ferreira, a importância das bandas filarmónicas e que acaba com uma citação do escritor Romeu Correia.

Contamos com colaborações várias para dar voz aos excertos de Romeu Correia, com destaque para representantes do Conselho de Delegados da USALMA.

Organização das professoras Ângela Mota e Edite Condeixa.

Visita sem inscrições.
Basta estar às 14h30,de 5.ª feira, 23 de março,
em frente dos Paços do Concelho, junto à Incrível Almadense.



Tema:
Romeu Correia

Informação complementar:
Manuel J. C. Jerónimo, Leonel Duarte Ferreira (1894-1959)..., Universidade Nova de Lisboa, 2012

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